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Problemas de visão: 10 doenças mais comuns para ficar de olho e como saber se seu filho tem

Cuidar da saúde ocular também é um gesto de amor e precisa começar desde cedo! Apesar de nem sempre a criança demonstrar que possui algum problema de visão, é muito importante manter as consultas em dia com o oftalmologista.

Nem sempre é fácil de identificar ou explícito, mas seu filho pode te dar alguns sinais de que existe algo errado com a visão. Então, procure um médico especialista caso a criança demonstre:
Que está enxergando embaçado
Aperta os olhos para enxergar de longe
Se aproxima de objetos para ver melhor
Dor de cabeça frequente
Pisca excessivamente
Olhos vermelhos
Quedas frequentes
Lacrimejamento
Coceira frequente
Pupilas com aparência branca ou de tamanhos diferentes entre elas
Se os olhos parecem não se mexer com sincronia, ou um não se move como o outro
Fotofobia
Se a cabeça da criança está sempre virada um pouco para o lado (sempre o mesmo lado – pode ser para compensar um estrabismo

Vale lembrar ainda que a criança se adapta facilmente a qualquer tipo de situação, então, ela nem sempre irá demonstrar que não está enxergando ou que existe algum problema de visão. “A percepção da criança é muito diferente do adulto, por isso a importância das consultas de rotina, mesmo que os pais não observem nada nos olhos das crianças, é fundamental”, reforça Bruna Ducca.

Quando levar a criança ao oftalmopediatra pela primeira vez?

Segundo a Academia Americana de Oftalmologia, é recomendado que a primeira visita ao oftalmologista aconteça por volta dos seis meses de vida. A partir dos dois anos de idade, as consultas podem ser realizadas anualmente.

Principais doenças oculares

“O principal problema são o que chamamos de “erros refracionais”, que é o “grau” que uma pessoa tem (miopia, hipermetropia ou astigmatismo). Esses erros são facilmente corrigidos com óculos, porém não são tão fáceis de detectar na infância, pois geralmente a criança não sabe que está enxergando pior do que poderia.”, comenta o Dr. Hallim Feres Neto.

Veja abaixo cada um deles e outros problemas oftalmológicos:

Hipermetropia: é bastante comum em crianças. Geralmente, elas já podem nascer com o problema e o grau costuma diminuir ao longo do tempo. No caso das altas hipermetropias, existe uma dificuldade para enxergar e também a ocorrência de estrabismo.<

Miopia: costuma surgir um pouco mais tarde nas crianças, exceto nos casos congênitos de altas miopias. “Temos visto cada vez mais cedo as crianças míopes e isso está associado ao uso excessivo de aparelhos eletrônicos. Ela causa uma dificuldade de visão para longe”, explica a oftalmopediatra.

Astigmatismo: é um tipo de grau causado pela irregularidade da córnea, ou seja, a parte anterior e transparente do olho. A partir disso, a imagem é vista com uma pequena sombra, tanto para longe, como para perto.

Obstrução do canal lacrimal: costuma ser bastante comum nos bebês, acometendo 2 a cada 10. Isso ocorre porque o canal possui uma membrana que não é aberta ao nascimento, refluindo a lágrima para o olho. Geralmente, costuma melhorar até um ano de idade, sendo necessário o acompanhamento e também uma massagem específica ensinada pelo pediatra ou oftalmopediatra.

Ambliopia ou olho preguiçoso: costuma ser um problema ocular bastante sério, justamente por ser uma doença silenciosa. Acontece quando existe uma diferença na acuidade visual ou na visão entre um olho e outro. “O desenvolvimento visual acontece até os 8 anos de idade aproximadamente, e o cérebro precisa de estimulo para desenvolver a visão.
Portanto, quando falta o estímulo (por uma diferença grande de grau não corrigida, por um olho não estar olhando para frente, pela visão estar obstruída pela pálpebra caída ou uma catarata) ligações nervosas entre o olho e o cérebro não se desenvolvem adequadamente”, comenta o oftalmologista.

   Estrabismo: é o desalinhamento dos olhos, fazendo com que eles não olhem para a mesma direção. Segundo Bruna Ducca, existem diferentes tipos de estrabismo e eles podem aparecer nas mais diversas faixas etárias. “Um sinal de alerta é quando o bebê nasce com estrabismo com o desvio para fora, ou quando o olho desvia para dentro a partir dos 4 meses de idade”.
Sua incidência é de 4 a cada 100 crianças, podendo ser tratado com óculos, exercícios ou cirurgia.

Ptose (Pálpebra caída): é quando a pálpebra em um dos olhos e mais baixa ou fechada do que a outra, sendo presente desde o nascimento. “Se ela está muito baixa, pode atrapalhar a visão e comprometer o desenvolvimento visual, levando a ambliopia. O tratamento geralmente é cirúrgico e deve ser feito o mais breve possível”, alerta Hallim Feres.

Retinopatia da prematuridade: acomete os bebês prematuros e ocorre por causa de um aumento da vascularização da rotina. É bastante grave e precisa ser tratado ainda nos primeiros dias de vida.

Conjuntivite: pode ser classificada como uma irritação da parte branca dos olhos e tem causas adenovirais, bacterianas (que costumam ser bastante raras) ou alérgicas. “O olho da criança fica vermelho, lacrimejando e ela reclama de coceira ou sensação de areia nos olhos. Geralmente é autolimitado, ou seja, fica bom sozinho em alguns dias. Importante nesses casos evitar a transmissão a partir do contato”, comenta o oftalmologista.

Hordéolo e Calázio: o primeiro caso é uma inflamação da pálpebra, uma bolinha vermelha e dolorida causada por infecção bacteriana, que pode ser tratada a partir de compressas mornas ou pomadas e antibiótico prescritos por um médico especialista. Já o segundo, é um inchaço da pálpebra, que não provoca dor ou vermelhidão. Ocorre devido a obstrução de uma glândula de produção de gordura e pode ser tratado a partir de compressas mornas.

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