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Baixa autoestima infantil

Veja 9 sinais que merecem sua atenção e dicas para ajudar seu filho.

O problema, apesar de estar bastante presente na vida adulta, também pode afetar crianças e adolescentes. Veja como você pode fazer parte da rede de apoio do seu filho e no que você precisa ficar de olho quando o assunto é baixa autoestima infantil.

A baixa autoestima não é um sentimento presente apenas na vida dos adultos, podendo fazer parte também da infância e da adolescência. Quando as crianças não se sentem bem consigo mesmas, áreas como estudos, família, amizades, desenvolvimento, entre outros, podem ser afetadas.

De acordo com a American Academy of Pediatrics, é muito importante buscar por novos desafios e incentivar os pensamentos positivos desde cedo, pois auxiliam na autoconfiança, além de ajudar a lidar com erros e a persistir naquelas tarefas que não deram certo de primeira. Para fazer parte desta jornada, a família entra como um papel essencial na rede de apoio!

Para se sentir mais confiante, atenção, cuidado e muito carinho são sentimentos essenciais que seu filho precisa. Segundo a neuropediatra Karina Weinmann, filha de Jacira e Hugo, essa necessidade de atenção precisa começar desde a barriga. “O sistema límbico, das emoções, faz com que a gente tenha uma necessidade de ser amada. A primeira pessoa que ela vai querer chamar a atenção é a mãe, pois a criança acha que é uma extensão dela”.

Já para Eliza Guerra, filha de Clauristina e José Carlos, são a partir das nossas primeiras relações com os pais, cuidadores e professores que passamos a desenvolver a autoimagem, ou seja, como passamos a conhecer e compreender o nosso corpo. Por isso, para ajudar seu filho a passar (bem!) por todo esse processo de construção da autoestima infantil, não são necessários regras ou equipamentos específicos, mas sim, muito amor, carinho e, principalmente, compreensão.

Sinais para ficar de olho
Além de todo o apoio da família, é superimportante que os pais busquem pela ajuda de um profissional sempre que necessário. Vale ficar de olho se a criança apresentar sinais como:

• Ficar excessivamente preocupada ou sensível diante de opiniões dela ou dos outros • Desistir logo após de começar algo ao ficar frustrada • Evitar tarefas desafiadoras sem tentar • Inventar situações sem acreditar de que irá conseguir concluir uma tarefa • Se mostrar inflexível ou controladora, para esconder sentimentos de frustração, impotência ou inadequação • Baixo desempenho escolar ou falta de interesse nas atividades que gostava de fazer • Mudança constante de humor como, choro, tristeza, explosões de raiva, silêncio ou frustrações • Ter menos contato com os amigos • Fazer comentários autocríticos se colocando para baixo

Como posso ajudar na autoestima do meu filho?
1. Erros podem ser corrigidos com amor e carinho No momento de corrigir um erro, a família precisa fazer com que a criança entenda a situação, por exemplo, além de incentivar uma forma de resolver aquele problema. “Explique que a atitude não foi aceitável naquela hora, mas não fale de forma negativa sobre ele”, explica Roberta Bento, especialista em educação e neurociência cognitiva, fundadora do SOS Educação, mãe de Taís e nossa colunista.
Os pais devem incentivar as crianças não só a entender o erro, mas também procurar formas de resolvê-lo. Pense na seguinte situação: seu filho morde um colega da escola. Você deve conversar e fazê-lo entender o que fez e procurar soluções para o problema. Assim que ele decidir, acompanhe-o para que peça desculpas. “A criança sai com a autoestima aumentada dessa situação, porque descobre que pode consertar alguma coisa errada que fez. Ela se sente empoderada”.

2. Promovendo a responsabilidade
Para desenvolver uma maior autonomia, você pode deixar com que seu filho participe mais dar tarefas que geralmente os adultos fazem em casa. Dessa maneira, ele vai se sentir ainda mais importante e, com certeza, ter sucesso na realização de cada uma delas. Vale lembrar que é muito importante que a criança esteja sempre sendo supervisionada por um adulto para que nenhum acidente doméstico aconteça.

3. Irmãos não afetam a autoestima “Ter um irmão não afeta a autoestima do seu filho. Pelo contrário, gera mais oportunidades para melhorar do que baixar a autoestima. Os pais têm medo que a criança se sinta em segundo plano e por isso começam a mimar a criança, pela culpa de não dar toda a atenção para ele”, explica Roberta. Neste momento tão especial da família, a especialista comenta que o irmão mais velha se sente mais importante quando é chamado para ajudar, além de passar a entender sobre a importância de que irá desenvolver novas atividades. ““O filho mais velho se sente mais importante se for chamado para ajudar. Quando ele se sente participando, é uma verdadeira injeção de autoestima. Os pais têm medo que isso acabe sobrecarregando a criança, mas é só dividir a responsabilidade”.

4. Amor é tudo!
Se sentir amado também ajuda no desenvolvimento do amor próprio e no entendimento da importância do carinho. Mesmo que seu filho cometa erros, seu filho vai passar a entender que é aceito e não vai se avaliar de forma negativa. Por isso, sempre que puder, demonstre interesse no universo dele, pergunte como foi seu dia, o que ele mais gostou de fazer, com quem ele brincou. Não faça perguntas de forma controladora, mas sim de maneira em que ele se sinta seguro em poder se abrir e conversar. “Quando a criança sente que é encorajada, ela vê que as pessoas acreditam na sua capacidade para fazer as coisas”, conclui Eliza.
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