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Formašão cognitiva e/ou afetiva?

Observa-se, nos dias de hoje, uma certa desvalorização do brincar.

 

            A criança é vista como “o símbolo da possibilidade de melhoria das condições sociais, de um futuro promissor Devido à essa expectativa, percebe-se que as crianças são estimuladas a se engajar em um grande número de atividades escolares, curriculares ou extracurriculares que tem a função de prepará-las para o futuro.

 

            Assim, as crianças passam cada vez mais tempo realizando atividades coordenadas por profissionais que tem, por sua vez, a função de apresentar o mundo a elas e aparelha-las com o maior número de atributos e habilidades possíveis para interagir com este mundo. Cabe mencionar também, em relação a esse fenômeno, que o aumento da exigência do mercado de trabalho, que demanda uma mão-de-obra especializada, interfere diretamente na preocupação dos adultos em preparar e encaminhar as crianças rumo a optar por uma carreira de sucesso cada vez mais cedo, justificando-se a inscrição dos infantes no maior número de cursos preparatórios e de desenvolvimento/aperfeiçoamento de habilidades cognitivas e intelectuais possível, em seu tempo disponível”. (Winnicott)

 

            Dessa forma, a criança deixa de brincar, pois simplesmente não tem tempo. A ausência da brincadeira pode acarretar dificuldades na formação de vínculos, já que não se permite que se crie um ambiente propicio para a expressão do mundo interno, das fantasias e para a resolução de problemas. Assim, a criança não desenvolve a confiança em si mesma e nos outros.

 

            As pressões impedem a criança de desenvolver autenticidade, a autonomia e o desenvolvimento dos impulsos agressivos e ressentimentos.

 

            De que adianta, então, o desenvolvimento de habilidades cognitivas e intelectuais se os aspectos afetivo-emocionais foram deixados de lado? Estaremos diante de um profissional capacitado tecnicamente, porém com dificuldades no campo das relações.

 

            Como poderá trabalhar em um grupo empresarial apresentando dificuldades de se relacionar com pessoas, sem conseguir se expressar e criar vínculos?

 

            Portanto, pode-se concluir que a formação intelectual é importante, porém não deve ser a única preocupação dos pais; eles devem se preocupar também com o lado afetivo e o espaço para brincar é excelente para essa formação.

 

Dra Marina Gonçalves Platero – Psicóloga

Referência bibliográfica: WINNICOTT, D.W., O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro. Imago Editora

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