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Escarlatina é uma das doenças infantis que aumentam na primavera

 

“A escarlatina é uma infecção de garganta fantasiada de vermelho.” É com essa brincadeira que o infectologista infantil Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunização do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, costuma definir a doença para seus pacientes. De fato, essa enfermidade típica da infância é causada pela mesma bactéria que provoca a amidalite – um estreptococo. A diferença é que, no caso da escarlatina, é gerada uma toxina que causa os chamados exantemas (manchas vermelhas na pele).

 

A doença afeta principalmente crianças e adolescentes e, assim como a catapora e a rubéola, manifesta-se com mais frequência na primavera. “Não se sabe por que, mas alguns vírus e bactérias ficam mais ativos nessa época. Tem a ver variações dos próprios agentes”, diz Gilio.

 

Temido até o início do século passado, quando ainda não existia a penicilina, hoje a escarlatina pode ser controlada, sem muitos problemas, com antibióticos. ”A bactéria que causa a escarlatina é altamente sensível penicilina. Por isso, não é para se assustar”, diz a pediatra Luiza Helena Falleros, da Sociedade Brasileira de Pediatria. O importante é ficar de olho para que a doença não seja confundida com outras manifestações, como alergias ou doenças que também causam manchas vermelhas.

 

Uma característica das manchas causadas pela escarlatina é a textura - em geral, a pele fica áspera, parecendo uma lixa. A cor delas, de um vermelho vivo, escarlate, é responsável pelo nome da doença. “Os principais sintomas são febre, garganta inflamada e, em seguida, manchas vermelhas, principalmente no tórax e no abdome. Dias depois, a pele descama. A língua fica vermelha e áspera e a região em volta da boca fica pálida”, descreve o pediatra Luiz Cervone, do Hospital São Luiz.

 

Longe da escola

 

Assim como a catapora, velha conhecida dos pais, a escarlatina é contagiosa. Por isso, quem tem a doença não deve ter contato com outras crianças. “Antigamente, as escolas não avisavam. Hoje, é muito positivo que elas mandem circulares para os pais para que a doença possa ser detectada precocemente”, diz o pediatra Bernardo Ejzenberg, do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo).

 

Não há vacinação contra a escarlatina. “O único cuidado é tratar direitinho para não ter complicações. Se não for combatida, a escarlatina pode dar nefrite, que causa inflamação nos rins e febre reumática, essas sim doenças muito mais graves”, diz Ana Maria Escobar, pediatra e chefe do setor de pediatra do Hospital Santa Catarina.

Fonte: Portal Folha

 

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