Colégio Tema Novo

O que você faz com seu preconceito?

Já se passaram 64 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (um documento belíssimo que poucos tiveram a oportunidade ou curiosidade de ler e discutir) e, embora tenhamos “n” direitos assegurados, como a busca da igualdade entre homens e mulheres, entre as diferentes “raças”, a liberdade de expressão da própria religiosidade e da sexualidade, entre tantos outros, ainda não aprendemos a conviver com a diferença, e isso se torna um problema cada vez maior.

 

            Os discursos prontos estão na ponta da língua de todos, desde os 10 até os 18 anos. Mas a prática desrespeitosa se faz presente em todas as salas de aula por onde passo. Infelizmente, existe ainda uma grande dificuldade de simplesmente de se colocar no lugar do outro, de reconhecer que à nossa frente existe outro ser humano dotado de uma história, de uma condição, de seus afetos e carências, que é diferente de nós, mas que nem por isso não é digno de nosso respeito.

 

            Nascemos, crescemos, nos formamos e vivemos em uma sociedade preconceituosa, marcada pela desigualdade e pelos estigmas. O preconceito está impregnado em nossos pensamentos e em nossa percepção de mundo. No entanto, podemos superá-lo buscando ações não preconceituosas. Mas, é preciso muita coragem e disponibilidade para estarmos acima do nosso próprio preconceito, que se manifesta desde os mais ínfimos detalhes, até em grandes e aparentes ações de discriminação diante da diferença de outras pessoas.

 

            Estamos formando uma geração dentro desse contexto de discriminação e desrespeito, e me questiono em que estamos errando. Confesso que jogar a culpa aqui e ali não me conforto e não acredito que seja o caminho, mas estamos errando em algum ponto, e quando coloco o verbo na terceira pessoa do plural é porque me refiro, sim, a nós. Estamos errando em algum ponto. Nós, adultos. Nós, educadores. Nós, familiares responsáveis pela formação dos jovens.

 

            Acredito que precisamos aprender a olhar e ver. Ver que existe outra pessoa à nossa frente e, embora o preconceito esteja, na maior parte das vezes, impregnado em nós mesmos, precisamos aprender a ver que à nossa frente existe outra pessoa, e que antes de tudo, ela merece o nosso respeito. E você, o que você faz com o seu preconceito?

 

 

Profº Rafa Dutra

Coordenador do Núcleo de Formação Humana do

Grupo Fênix de Educação

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